Com o aumento da demanda por restauração de áreas degradadas no Cerrado, cresce também a importância de incluir comunidades locais e povos tradicionais nas diferentes etapas da cadeia produtiva da restauração. Pensando nisso, a Rede de Sementes do Cerrado vem executando, desde o final do ano passado, o projeto "Tecendo Redes e Restaurando Cerrado", que visa fortalecer redes de coletores de sementes e ampliar a atuação de grupos comunitários na restauração do bioma.
A iniciativa surge como resposta à escassez de oportunidades de formação técnica e acesso a tecnologias e metodologias adequadas para que esses grupos possam expandir sua participação na restauração. O projeto irá apoiar grupos localizados no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Pará e Tocantins, priorizando a capacitação técnica, o intercâmbio de saberes e o protagonismo comunitário”.
Entre as ações previstas pelo projeto estão a realização de um curso técnico sobre restauração do Cerrado, com conteúdos adaptados à realidade dos territórios e dos coletivos envolvidos; a promoção de intercâmbios entre lideranças, incentivando a troca de experiências e a visita a áreas já em processo de restauração; a implantação e atualização do aplicativo Radis Cerrado, ferramenta voltada para o diagnóstico e monitoramento de áreas em restauração ecológica. Alem disso, o projeto irá realizar a formação de multiplicadores, com o objetivo de preparar lideranças para transmitir o conhecimento adquirido em suas comunidades. “A proposta é que os saberes técnicos e tradicionais caminhem juntos, conectando coletivos e ampliando a atuação de grupos que já fazem parte da produção de sementes nativas ou que estão iniciando nesse campo. Ao tecer redes, o projeto fortalece a base da restauração inclusiva e de longo prazo no Cerrado”, destaca Jamily Silva, uma das coordenadoras do projeto .
Foto: Luana santa Brígida
Publicado em 02/04/2025