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    Sementes do Cerrado: equipe técnica inicia atividades do projeto na Chapada do Veadeiros

    Dando continuidade às ações do projeto Sementes do Cerrado: caminhos para o fortalecimento da cadeia de restauração ecológica inclusiva nos corredores da biodiversidade, as equipes técnicas da Rede de Sementes do Cerrado (RSC) e da Associação de Coletores Cerrado de Pé (ACP) visitaram, na última segunda, 24, a área conhecida como Mulungu, uma das regiões que serão restauradas dentro do Corredor Veadeiros- Pouso Alto- Kalunga. No local, que fica dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (PNCV) , serão restaurados 30 hectares de áreas degradadas.

    De acordo com Natanna Horstmann, vice-presidente da RSC e coordenadora-geral do projeto, o local enfrenta sérios problemas devido à invasão de espécies exóticas. “A estratégia de restauração inclui a queima controlada, remoção das espécies exóticas, preparo do solo e posteriormente o plantio de sementes nativas”, adianta.

    Com o apoio da RSC, a restauração será liderada pela Associação Cerrado de Pé (ACP). Durante a visita, os participantes percorreram toda a área de intervenção e alinharam as próximas etapas do trabalho. “A restauração, que será realizada pelos próprios coletores de sementes nativas da ACP, será fundamental para recuperar a funcionalidade ecológica da área", acrescenta a coordenadora.

    Parcerias

    Outra área no PNCV que será restaurada dentro do Corredor Veadeiros – Pouso Alto-Kalunga é a trilha Sertão Zen. No local serão recuperados 6,6 hectares.  Na terça-feira, 25, a equipe reuniu-se no prédio da UnB Cerrado, em Alto Paraíso de Goiás, com representantes de instituições parceiras para apresentar detalhes sobre estes projetos de restauração, fortalecendo as ações que já estão em andamento.

    O encontro destacou a importância da parceria entre os setores de monitoramento, uso público e fiscalização do parque para o sucesso da iniciativa. A ACP apresentou o histórico das áreas de intervenção e a Verde Novo Sementes abordou sobre o processo de restauração já desenvolvido no Sertão Zen.

    A coordenadora complementou que estas duas áreas já vêm sendo trabalhadas por projetos da RSC e este é um passo de continuidade. “Então é um passo na continuidade, um passo que envolve o Parque Nacional, a Cerrado de Pé, a Verde Novo Sementes, e diversas entidades comprometidas em viabilizar essa restauração”, concluiu.

     

    Sobre o Projeto

    Além do corredor Veadeiros-Pouso Alto-Kalunga, o projeto também vai atuar nos corredores de biodiversidade RIDE DF–Paranaíba–Abaeté, Sertão Veredas–Peruaçu e Serra do Espinhaço, abrangendo territórios no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.

    Financiado pelo Edital Corredores da Biodiversidade da Iniciativa Floresta Viva, promovido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o apoio da Petrobras e do FUNBIO como parceiro gestor, o projeto tem como objetivo restaurar 200 hectares do Cerrado. A proposta busca promover a inclusão social, valorizar o conhecimento tradicional, fortalecer a economia local e reconhecer o protagonismo das comunidades na conservação do bioma.

     

    Texto: Thaís Souza

    Edição: Maria Antônia Perdigão

    Foto: Divulgação

    Publicado em 01/04/2025

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